Muda o modelo assistencial, muda o trabalho da enfermeira na Atenção Básica?

Autores

  • Elaine Cristina Novatzki Forte Universidade Federal de Santa Catarina
  • Denise Elvira Pires de Pires Universidade Federal de Santa Catarina
  • Magda Duarte dos Anjos Scherer Universidade de Brasília
  • Jacks Soratto Universidade do Extremo Sul Catarinense

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v11i2.2338

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde. Saúde da Família. Papel da Enfermeira.

Resumo

Este estudo teve por objetivo identificar as atividades desenvolvidas no trabalho das enfermeiras da atenção básica, em Unidades Básicas de Saúde que ainda seguem o modelo tradicional de assistência à saúde e a Estratégia Saúde da Família. Pesquisa de abordagem qualitativa, com a utilização de triangulação para a coleta e análise de dados obtidos por meio de entrevista e observação. Foram entrevistadas 20 enfermeiras de 11 Unidades Básicas de Saúde, de quatro municípios da região Sul do Brasil, entre março a maio de 2013. Os achados sinalizam que o trabalho das enfermeiras muito se assemelha nas unidades investigadas, nos dois modelos assistenciais, nos quais elas se esforçam para se adequar a política prescrita pelo Ministério da Saúde, bem como as atividades que predominam são as de cunho assistencial. Conclui-se que as ações fragmentadas ainda são constantes em ambos os modelos; as limitações se referem especialmente às condições de trabalho, e ainda existe uma incongruência com a política prescrita pelo Ministério da Saúde.

Biografia do Autor

Elaine Cristina Novatzki Forte, Universidade Federal de Santa Catarina

Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela UFSC. Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem pela UFSC. Doutorado Sanduíche na Escola Superior de Enfermagem do Porto - Portugal. Professora Substituta do Departamento de Enfermagem da UFSC.

Denise Elvira Pires de Pires, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas. Pós-doutorado pela University of Amsterdam. Professora do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

Magda Duarte dos Anjos Scherer, Universidade de Brasília

Doutora em Enfermagem pela UFSC. Pós-doutorado no Conservatoire des Arts et Metiers. Professora do Departamento de Saúde Coletiva e do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Jacks Soratto, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Doutor em Enfermagem pela UFSC. Professor do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UNESC, Criciúma, Santa Catarina, Brasil.

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Publicado

2018-03-10

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS