Impacto do rompimento da barragem em Mariana–MG na saúde da população ribeirinha da cidade de Colatina–ES

Autores

  • Ederson Mieis Rocha Centro Universitário do Espírito Santo (Medicina)
  • Lucas Grobério Moulim de Moraes Centro Universitário do Espírito Santo (Medicina) http://orcid.org/0000-0002-9915-985X
  • Larissa Valério de Almeida Centro Universitário do Espírito Santo (Medicina)
  • Letícia Rego Dalvi Centro Universitário do Espírito Santo (Medicina)
  • Luciano Castiglioni Andriato Centro Universitário do Espírito Santo (Medicina)
  • Lucas Kefler Bergamaschi Centro Universitário do Espírito Santo (Medicina)
  • Luiza Seidel Dala-Bernardina Centro Universitário do Espírito Santo (Medicina)
  • Willian Borges Pereira Centro Universitário do Espírito Santo (Medicina)
  • Vanilda Gomes Gimenez Centro Universitário do Espírito Santo
  • Orlando Chiarelli-Neto Universidade São Paulo. Centro Universitário do Espírito Santo
  • Herivelto dos Santos Almeida Centro Universitário do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v10i3.1902

Palavras-chave:

Água, Rejeitos de minério, Rio Doce, População ribeirinha, Saúde Pública.

Resumo

RESUMO: A água é um direito do ser humano, que além de ser fornecida em quantidade adequada, deve ser qualitativamente favorável ao consumo. Objetivou-se neste estudo mensurar os impactos na população ribeirinha da cidade Colatina–ES provocados pelo desprendimento de rejeitos de mineração no Rio Doce, provenientes da cidade de Mariana–MG. Os métodos utilizados para o projeto foram embasados em uma pesquisa teórica seguida de um trabalho em campo de caráter longitudinal, quantitativo e não probabilístico. A abordagem, no âmbito epidemiológico, demonstrou aumento expressivo na incidência de sinais e sintomas prodrômicos de patologias, como a diarreia, febre e afecções de pele e fâneros que obtiveram evolução aproximada de 172,7%, 133,3% e 35,3%, respectivamente. Tais parâmetros estão intimamente associadas as consequências do desastre ambiental, pelas alterações do meio ambiente, interrupção do fornecimento de água, contaminação hídrica, dentre outras. Notou-se necessidade de redefinir temáticas de educação em saúde pelas instituições governamentais para o manejo de qualidade da água. Sintomas como febre, diarreia, e alterações de pele tiveram elevação das taxas associadas com efeitos adversos no âmbito biológico, psicológico, social e econômico.

Biografia do Autor

Vanilda Gomes Gimenez, Centro Universitário do Espírito Santo

Enfermagem

Orlando Chiarelli-Neto, Universidade São Paulo. Centro Universitário do Espírito Santo

Bioquímica

Herivelto dos Santos Almeida, Centro Universitário do Espírito Santo

Bioestatística

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Publicado

2016-11-21

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS