Participação da comunidade na gestão e controle social da política de saúde

Autores

  • Fátima Ferretti Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
  • Lucimare Ferraz Universidade Comunitária da Região de Chapecó- UNOCHAPECÓ.
  • Maria Elisabeth Kleba Universidade Comunitária da Região de Chapecó-UNOCHAPECÓ.
  • Bernardo Boccalon Universidade Comunitária da Região de Chapecó-UNOCHAPECÓ.
  • Deborah Cristina Amorim Universidade Comunitária da Região de Chapecó-UNOCHAPECÓ.
  • Dunia Comerlatto Universidade Comunitária da Região de Chapecó-Unochapecó.

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v10i3.1777

Palavras-chave:

Conselhos de saúde, Participação comunitária, Sistema único de saúde, Saúde pública.

Resumo

O controle social é a forma pela qual os cidadãos garantem participação nas decisões que interferem nas políticas públicas. Para identificar o conhecimento da comunidade acerca dos órgãos representativos para o controle social em saúde, assim como os indivíduos que os representam nos Conselhos Locais de Saúde (CLS) foi tomado como campo de investigação o território de um Núcleo de Apóio à Saúde da Família do Município de Chapecó – SC. Os domicílios que serviram como amostra foram selecionados aleatoriamente por meio das fichas A dos cadastros dos agentes comunitários de saúde, nos quais era realizado um questionário estruturado com perguntas sobre uso e acesso aos serviços de saúde. Os resultados evidenciaram que a prática do controle social não é um método utilizado por uma grande parcela da população, sendo esse uma possível forma para busca de melhoria do serviço e do vínculo serviço-comunidade. Por isso, ainda que os Conselhos de Saúde sejam espaços em que a população tenha a participação como garantia uma efetividade maior só será alcançada quando houver maior envolvimento dos usuários com este processo.

Biografia do Autor

Fátima Ferretti, Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ

Professora e Coordenadora Adjunta do Mestrado em Ciências da Saúde da UNOCHAPECÓ. Doutorado em saúde coletiva pela UNIFESP (2011). Líder do grupo de pesquisa de Envelhecimento Humano e Saúde. Compõe o Banco Nacional de Avaliadores Institucionais e de Curso (MEC). Tutora do Programa de Educação para o Trabalho, Pet Saúde da família. Tem experiência docente atuando principalmente na graduação e pós-graduação, pesquisa e a extensão nos seguintes temas: envelhecimento humano, saúde coletiva e formação profissional.

Lucimare Ferraz, Universidade Comunitária da Região de Chapecó- UNOCHAPECÓ.

Enfermeira, Doutora em Saúde Coletiva, docente do Mestrado em Ciências da Saúde, na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), Chapecó-SC, Brasil.

Maria Elisabeth Kleba, Universidade Comunitária da Região de Chapecó-UNOCHAPECÓ.

Enfermeira, Pós-graduada em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais; Pós-Graduada em Ciências da Saúde. Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), Chapecó-SC, Brasil

Bernardo Boccalon, Universidade Comunitária da Região de Chapecó-UNOCHAPECÓ.

Discente do 8° período do curso de graduação em Medicina, na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), Chapecó-SC, Brasil.

Deborah Cristina Amorim, Universidade Comunitária da Região de Chapecó-UNOCHAPECÓ.

Assistente Social, Mestre em Serviço Social pela UFSC e docente na área de Ciências Humanas e Jurídicas na Universidade Comunitária da Região de Chapecó-SC, Brasil.

Dunia Comerlatto, Universidade Comunitária da Região de Chapecó-Unochapecó.

Assistente Social, Doutora na área de Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Docente do Curso de Graduação em Serviço Social, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu - Mestrado em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais.

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Publicado

2016-11-21

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS