Saúde bucal e índice de desenvolvimento humano, Bahia, 2001-2014

Autores

  • Arine Sales dos Santos Universidade Federal da Bahia
  • Sandra Garrido Barros Universidade Federal da Bahia
  • Denise Nogueira Cruz Universidade Federal da Bahia
  • Maria Cristina Teixeira Cangussu

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v13i3.2656

Palavras-chave:

Indicadores de saúde bucal, Estratégia de Saúde da Família, Saúde Bucal

Resumo

Estudo ecológico de série histórica que avaliou indicadores de saúde bucal em relação a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), o porte populacional e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), entre 2001-2014, nos municípios da Bahia. As informações foram obtidas nas bases de dados do DATASUS e IBGE. Inicialmente, procedeu-se a compatibilização das informações das diferentes bases de dados e cálculo dos indicadores. A análise foi realizada através do Minitab 17, utilizando-se o teste de Pearson para correlação com um nível de significância de 5%. Observou-se consistência no registro de informações ambulatoriais e aumento das coberturas da ESF e de Equipes de Saúde Bucal (ESB), não proporcional à cobertura de 1ª consulta odontológica, que apresentou crescimento menor até 2012, seguido de declínio. A média de escovação supervisionada apresentou grande variação. Entre 2001 e 2007, a média de procedimentos básicos apresentou crescimento, enquanto as ações especializadas, apesar do aumento até 2005, caíram em 2006 e 2007. A análise de correlação evidenciou associação positiva entre porte populacional e coberturas da ESF e de ESB (menor porte populacional, maior cobertura), assim como entre IDH-M e estes indicadores (menor IDH-M, maior cobertura). Na Bahia, a implantação da ESF e das ESB tem representado um grande desafio para os municípios de grande porte populacional e melhor IDH.

Biografia do Autor

Arine Sales dos Santos, Universidade Federal da Bahia

Cirurgiã-dentista. Residente em Saúde da Família pela Fundação Estatal de Saúde da Família - Bahia.

Sandra Garrido Barros, Universidade Federal da Bahia

Doutora em Saúde Pública. Professora Adjunta do Departamento de Odontologia Social e Pediátrica/ UFBA

Denise Nogueira Cruz, Universidade Federal da Bahia

Doutora em Saúde Pública. Professora Adjunta do Departamento de Odontologia Social e Pediátrica/ UFBA

Referências

Chaves SCL, Moysés SJ. Política e saúde: conceitos básicos e abordagens teórico-metodológicas para análise política em saúde bucal. In: Chaves SCL. (Ed.). Política de Saúde no Brasil: teoria e prática. Salvador- Bahia: EDUFBA; 2016. p.13-46.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Coordenação Nacional de Saúde Bucal. Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Brasília: Ministério da Saúde: 16p. 2004.

Fernandes JDKB, et al. Avaliação dos indicadores de saúde bucal no Brasil: tendência evolutiva pró-equidade? Cad Saude Publica. 2016; 32(2):e00021115. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2016000200701&lng=en>.

Sousa MFD, Hamann EM. Programa Saúde da Família no Brasil: uma agenda incompleta? Ciência & Saúde Coletiva. 2009;14:1325-1335.

Paludetto Junior M. Avaliação de desempenho da Política Nacional de Saúde Bucal no período de 2004-2010. 2013. 104p. Dissertação (Mestre). Universidade de Brasília, Brasília.

Mendes Júnior FIR, Bandeira MAM, Tajra FS. Percepção dos profissionais quanto à pertinência dos indicadores de saúde bucal em uma metrópole do Nordeste brasileiro. Saúde em Debate. 2015;39:147-158.

Barros SGD, Chaves SCL. A utilização do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA-SUS) como instrumento para caracterização das ações de saúde bucal. Epidemiologia e Serviços de Saúde. 2003; 12:41-51.

______. Sistema de Informações Ambulatoriais.: Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS (Datasus). 2015.

Silva SFD, et al. Análise do avanço das equipes de saúde bucal inseridas na Estratégia Saúde da Família em Pernambuco, região Nordeste, Brasil, 2002 a 2005. Ciência & Saúde Coletiva. 2011;16:211-220.

Pimentel BV, et al. A utilização dos indicadores de saúde bucal e de desenvolvimento humano no monitoramento da atenção básica nos municípios da região metropolitana de Curitiba-PR. Revista espaço para a saúde. jul-set 2014;15(3):42-52.

Cruz DFD, et al. A Linha do Cuidado em Saúde Bucal no Município de João Pessoa: Uma Análise de Indicadores. Pesqui. bras. odontopediatria clín. integr. 2011; 11(02):291-295. Disponível em: < http://revista.uepb.edu.br/index.php/pboci/article/viewFile/1029/677 >.

Cavalcanti YW, et al. Associação de Indicadores de ProduçãoOdontológica e de Condição Sócio-Sanitária naAtenção Básica de João Pessoa – PB. Rev. bras. ciênc. saúde. 2010; 14(3):47-52.

Fischer TK, et al. Indicadores de atenção básica em saúde bucal: associação com as condições socioeconômicas, provisão de serviços, fluoretação de águas e a estratégia de saúde da família no Sul do Brasil. Rev Bras Epidemiol. 2010; 13(1):126-138.

Zermian TC, et al. Indicadores de desenvolvimento humano e de saúde bucal na atenção básica nos municípios da região metropolitana de Curitiba-PR. RFO UPF. 2014;19(2): 185-192.

Scarparo A, et al. Impacto da Política Nacional de Saúde Bucal – Programa Brasil Sorridente – sobre a provisão de serviços odontológicos no Estado do Rio de Janeiro. Cad. saúde colet.2015;23(4):409-415.

Pereira CRDS, et al. Impacto da Estratégia Saúde da Família sobre indicadores de saúde bucal: análise em municípios do Nordeste brasileiro com mais de 100 mil habitantes. Cadernos de Saúde Pública. 2012;28:449-462.

Magri LV, et al. Estudo comparativo de indicadores de saúde bucal em município do estado de São Paulo. Saúde em Debate. 2016; 40:144-155.

Pimentel FC, et al. Analysis of oral health indicators of Pernambuco: performance of cities according to size population, population enrolled in the Information System for Primary Care and proportion in the Family Health Strategy. Cadernos Saúde Coletiva. 2014;22:54-61.

Frazão P, NARVAI PC. Saúde bucal no Sistema Único de Saúde: 20 anos de lutas por uma política pública. Saúde em Debate. 2009; 33(81):64-71.

Vieira-da-Silva L, et al. O Programa de Saúde da Família: evolução de sua implantação no Brasil - Relatório final. Instituto de Saúde Coletiva- UFBA / Ministério da Saúde - Secretaria de Políticas de Saúde: Salvador, Bahia. 70p. 2002.

Bahia. Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Superintendência de Atenção Integral à Saúde. Diretoria de Atenção Básica. Boletim de Avaliação e Monitoramento da Atenção Básica - Bahia. Salvador, Bahia: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia: 4 p. 2017.

Aguiar DML, Frazão P. A insuficiência da política pública para inclusão do técnico em saúde bucal na Atenção Primária no Brasil. In: Chaves SCL. (Ed.). Política de saúde bucal: teoria e prática. Salvador, Bahia: EDUFBA, 2016. p.297-318. ISBN 978-85-232-1500-2.

Soares CLM, Paim JS. Aspectos críticos para a implementação da política de saúde bucal no Município de Salvador, Bahia, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. 2011;27:966-974.

______. Cidades que possuem Centros de Especialidades Odontológicas – CEO – Bahia MS/SAS/DAB/Coordenação Geral de Saúde Bucal - CGSB 2019.

Bourdieu P. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo, Porto Alegre: Edusp, Zouk, 2008. 560p.

Pinheiro FMC, et al. A formação do cirurgião-dentista e a promoção de saúde no PSF. Revista de Odontologia da UNESP. 2008; 37(1):69-77.

Grande IMP, et al. Desafios na formação do Cirurgião-Dentista para o SUS. Revista da ABENO. 2016; 16(3):2-6.

Baumgarten A., Toassi RFC. A formação do cirurgião-dentista no Sistema Único de Saúde: a produção do cuidado em saúde. Rev. Bras. Pesq. Saúde.out-dez 2013; 15(4):117-122.

Bleicher L. Precarização do trabalho do cirurgião-dentista na cidade de Salvador, Bahia. Revista Baiana de Saúde Pública. 2013;36(3): 668-682.

Downloads

Publicado

2020-07-03

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS