Tempus – Actas de Saúde Coletiva //www.tempus.unb.br/index.php/tempus <p><strong>Tempus – Actas de Saúde Coletiva</strong></p> <p><strong>ISSN 1982-8829</strong></p> Núcleo de Estudos em Saúde Pública (NESP) pt-BR Tempus – Actas de Saúde Coletiva 1982-8829 <p>A <strong>Tempus</strong> garante critérios rigorosos, por meio de avaliação sistemática. Os autores se responsabilizam pela veracidade e ineditismo do trabalho cabendo a eles a cessão de direitos de publicação à revista. A confiabilidade dos conteúdos e a marca própria de apresentação tem como objetivo uma comunicação personalizada, adaptada aos padrões da revista, na medida em que adota critérios de excelência exigidos por seus usuários e especialistas, considerando os rigores da comunicação científica. Os autores devem especificar sua contribuição individual na concepção, delineamento, execução do trabalho, análise ou interpretação dos dados, redação e aprovação final do manuscrito. Incluir Fontes de financiamento e de apoio logístico das pesquisas. Ao final da submissão do artigo, os autores devem enviar uma declaração de cessão de direitos de publicação à Revista TEMPUS , assinada e no formato PDF (Portable Document Format ): <a href="http://nesp.unb.br/images/M_images/modeloderesponsabilidade.pdf" target="_blank" rel="noopener"> Modelo da declaração de cessão de direitos.</a></p> Sem mãos que SUStentem: //www.tempus.unb.br/index.php/tempus/article/view/2984 <p>Sustentado na Constituição Federal de 1988 e demais legislações de ordenação, pode-se dizer que o Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS) é uma conquista advinda de movimentos sociais em período de transformação singular e reforma do cenário político nacional. Nos anos consecutivos, enfrentou oposições, mas conseguiu manter-se presente apesar das diversidades, dentre as quais, destaca-se o financiamento. O desafio de seguir seus princípios fundamentais foi sustentado no SUS pelas mesmas mãos que o ergueram, contudo, os ataques à sua sustentabilidade são permanentes e paulatinamente crescentes, em especial após a aprovação de Emendas Constitucionais que alteraram fontes e formas de financiamento. O advento da pandemia de Covid-19 traz ao governo neoliberal atual o paradoxo de necessitar do SUS firme em meio ao projeto consistente do seu desmantelamento. Não é possível conceber um sistema que se apresente como universal, com mecanismos de contenção orçamentária que impossibilitem a expansão ao acesso a serviços públicos de saúde e que não retratem a realidade brasileira e sua vasta diversidade populacional e territorial. É proposto que o subfinanciamento demonstra ser um problema que tende a se cristalizar como uma prioridade para o SUS e, portanto, cujo conflito será contínuo.</p> Camilla Maria Ferreira de Aquino Simara Lopes Cruz Damázio Adriana Falangola Benjamin Bezerra Kátia Rejane de Medeiros Copyright (c) 14 3 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PELO TRABALHO PARA A SAÚDE //www.tempus.unb.br/index.php/tempus/article/view/2992 <p>Reconhecendo as debilidades hodiernamente vivenciadas pelo controle social do Sistema Único de Saúde (SUS), pensou-se a iniciativa de educação em saúde e educação permanente acerca do tema através do Programa de Educação Para&nbsp; o Trabalho em Saúde- Interprofissionalidade (PET Saúde) em uma Unidade Básica de Sa´de do Distrito Federal. Chegou-se ao entendimento de que a unidade não é o local adequado para as reclamações; o acesso aos mecanismos de controle social não são burocráticos e pode ocorrer via smartphone; a participação no controle social potencializa a resolutividade dos problemas e a contribuição ativa da comunidade nos conselhos de saúde é mais eficiente do que apenas as reclamações, pois é a população que deve dizer a maneira mais realista de solucionar os problemas que apresenta. Os profissionais manifestaram que saberão direcionar seus pacientes ao fluxo correto de manifestação de suas queixas, buscando corrigir as falhas e fortalecer o sistema. O controle social do SUS não deve permanecer como uma ferramenta burocratizada, espaço de disputas estritamente institucionais e capituladas por figuras políticas para a satisfação das políticas neoliberais do Estado burguês, mas deve voltar a ser espaço de atuação da comunidade vulnerável, das minorias sociais e de todos aqueles e aquelas que vislumbram a concepção de um Estado igualitário e a manutenção da saúde pública universal. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, que visa refletir sobre a experiência de um programa de educação em saúde, na modalidade de sala de espera, e um programa de educação permanente.</p> Lígia Maria Carlos Aguiar Monica Caixeta dos Santos Copyright (c) 14 3 PERCEPÇÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE SOBRE A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM UM MUNICÍPIO PARAIBANO //www.tempus.unb.br/index.php/tempus/article/view/2991 <p><span style="font-weight: 400;">Em meio a todos os profissionais de saúde da Estratégia de Saúde da Família (ESF), o Agente Comunitário de Saúde (ACS) se apresenta como a ponte estabelecida entre a população e o serviço de saúde, através de ações educativas. </span><span style="font-weight: 400;">Mesmo com muitos avanços, a formação dos ACS permanece um desafio. A previsão é de que essa formação seja gradual e permanente, e deve considerar o contexto de trabalho dos ACS, observando as demandas locais. Mediante o supracitado, estabeleceu-se como objetivo conhecer a percepção dos ACS’s acerca das capacitações ofertadas pela gestão e equipe. Esta pesquisa é caracterizada como uma Pesquisa de Campo, descritivo-exploratória, de abordagem qualitativa; a pesquisa foi realizada no município de Campina Grande, Paraíba, Brasil, entre os meses de Maio de 2018 a Agosto de 2019. No que concerne a percepção dos ACS’s, acerca da proposta de intervenção, observa-se que a vivência de uma capacitação, alicerçada na realização da Educação Permanente em Saúde (EPS), apresentou-se como método pedagógico consonante com o que se pretende alcançar com a política de EPS no contexto da Saúde da Família. O poder de decisão dos ACS’s para elencar os temas discutidos, além da identificação das situações problemas e da construção dos possíveis caminhos de superação dos mesmos, foram características fortemente observadas durante as atividades propostas, que proporcionaram o processo de desconstrução de um conhecimento até então consolidado, no que diz respeito&nbsp; à atuação profissional, da produção do cuidado em saúde e das interações entre equipe e comunidade.</span></p> Ísis de Siqueira Silva Gisetti Corina Gomes Brandão Pedro Bezerra Xavier Ana Beatriz Gouveia de Araújo José Roniere Morais Batista Gabriel de Oliveira Gonçalves Antônio Uirami Rego Pereira Uirami Rego Pereira Antônio Uirami Rego Pereira Uirami Rego Pereira Catarina Souza de Siqueira Barbosa Débora Rafaella Queiroga Pontes Copyright (c) 14 3 CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA OS CONSELHOS DE SAÚDE: UM ESTUDO DE REVISÃO INTEGRATIVA //www.tempus.unb.br/index.php/tempus/article/view/2988 <p>Por meio de uma revisão integrativa da literatura científica, guiada pelo <em>checklist</em> Indicativos de Qualidade para Artigos de Revisão Integrativa, buscou-se analisar as contribuições da educação permanente para os Conselhos de Saúde. As publicações foram recuperadas das bases nacionais e internacionais associadas à Biblioteca Virtual em Saúde, em julho de 2021. Os 15 artigos incluídos na amostra final versam, em sua maioria, sobre os Conselhos Municipais de Saúde (73%), são decorrentes de estudos realizados no Sudeste do Brasil (60%) e foram publicados nos últimos vinte anos, com maior frequência em 2011 (20%). As congruências identificadas nos artigos foram organizadas em três categorias: 1) O papel do conselheiro de saúde; 2) Desafios encontrados no exercício do controle social; 3) A qualificação para o aperfeiçoamento dos processos decisórios dos Conselhos de Saúde. Os achados do estudo mostram que a falta de conhecimentos específicos e a ausência de ações de educação permanente para os conselheiros de saúde dificultam os processos decisórios e deliberativos dos Conselhos de Saúde. Conclui- se, ainda, que as consequências da falta de conhecimento sobre os temas pertinentes ao exercício do controle social têm grande influência na condução de políticas públicas e do sistema de saúde no Brasil.</p> Giuliano Silva Pessoa Aldenisia Alves Albuquerque Barbosa Janete Lima de Castro Rafael Rodolfo Tomaz de Lima Copyright (c) 14 3